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Só o creme

Ideias para ter mais cultura em 2013

By Só o creme 3 Comments

O ano passado foi cheio de descobertas para minha vida de blogueira e mãe. Escrevi basicamente sobre direitos humanos e anticonsumo, assuntos que queria descobrir. Outra conquista foi ser uma mamai (é mamãe, só que faço às vezes de papai) quase sempre como sempre sonhei ser. Minha filha me fez bem mais segura (e insegura) do que jamais imaginei ser e sou grata por isso. Mas foi um ano sem estar aqui no blog, de corpo. O último post sério é de outubro, da 36ª Mostra de Cinema que eu acabei não cobrindo como deveria. Por isso aproveito a levada do #Memede Dezembro para fazer planos culturais. Quero mais cultura, mais trabalho de ateliê (desisto da arquitetura de vez) e muitos livros, filmes e obras desconhecidas. Eis meu decálogo cultural para para ter mais cultura em 2013: Postar todo dia, que alegria – quem escreve sobre cultura, tem mais cultura em sua vida. Simples assim. Ler pelo menos uma hora por dia – tenho tido muitos problemas em relação à leitura. Um dos preços que paguei pela bipolaridade mal tratada foi a perda da capacidade de ler bem. Quero recuperar o hábito prazeroso da leitura, um jeito delicioso de ter mais cultura no…

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Esquenta da Mostra: O dia que Mishima escolheu o seu destino

By Só o creme No Comments

A 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai começar e vendo em sua lista de filmes já confirmados, um me chamou atenção: 25/11 O Dia em que Mishima Escolheu o Seu Destino (11.25 Jiketsu no Hi: Mishima Yukio To Wakamono-Tachi), do diretor Koji Wakamatsu. Yukio Mishima se tornou um dos meus autores favoritos, mas o que chamou minha atenção incial para ele foi toda a controvérsia de ele ser gay e o fato de dividir a mesma nacionalidade (no meu caso, a descendência). Para quem cresceu sendo gay e japonês, descobrir um autor assim aguçou a minha curiosidade. Mishima, cujo nome verdadeiro era Kimitake Hiraoka, teve uma infância difícil: quando criança foi separado de seus pais e viveu com sua avó paterna até os seus doze anos. Durante esses anos era super protegido pela sua avó isolando-o de outras crianças. Ao retornar a viver com seus pais, deu seus primeiros passos literários escondido de seu pai que não aprovava a escolha do filho. Aventurou-se num emprego no Ministério das Finanças, mas convenceu seu pai a aceitar sua escolha literária. Assim, aos 24 anos, publicou seu primeiro livro: Confissões de uma Máscara (Kamen no Kohuhaku), a história num tom…

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Esquenta da Mostra: Os assassinos de Andrei Tarkovsky

By Arte, Só o creme No Comments

I can’t stand to think about him waiting in the room and knowing he’s going to get it. It’s too damned awful. Os assassinos foi filmado apenas 3 anos após o fim da era Stalinista. Vigora a Guerra Fria e o novo governante da União Soviética é Nikita Khrushchev, empenhado na denúncia das arbitrariedades de seu antecessor. Ficou conhecido por discordar da tese de que capitalismo e comunismo não poderiam coexistir iniciando a política de Coexistência Pacífica, um período de abrandamento das tensões entre as grandes potências. Durante seu governo Yuri Gagarin se torna o primeiro homem no espaço, após o lançamento da Sputnik. O cinema dos estudantes russos do Instituto Gerasimov de Cinema, onde ensinou gente como Eisenstein (Encouraçado Potemkin, 1925)  também vivencia ambiguidades. Os estudantes Andrei Tarkovsky, Marika Beiku e Aleksandr Gordon conseguem permissão para adaptar um texto de Ernest Hemingway cuja antologia fora recentemente publicada no país. Essa foi a primeira vez que estudantes tiveram a permissão de usar um autor estrangeiro. A estória é dividida em três partes e se passa num bar, no comecinho da noite. Proprietário, um funcionário e um cliente são feitos reféns de dois jovens assassinos de aluguel que pretendem matar um terceiro cliente. É um filme noir sem a mulher fatal mas com figurinos impecáveis. Os assassinos usam pesados sobretudo, chapéu e as…

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Sexta feira tem Ingmar Bergan no @canalfutura