The Nest Collective: We Need Prayers: This One Went To Market, 2018© Courtesy The Nest Arts Company
The Nest Collective: We Need Prayers: This One Went To Market, 2018© Courtesy The Nest Arts Company

Eurofuturismo & Uma nova metáfora para as artes digitais da África

Se o afro-futurismo existe, então o eurofuturismo também deve ser definido. Alguns artistas, por meio de seu trabalho, tornaram-se críticos da névoa do afro-futurismo. Na instalação de vídeo We Need Prayers: This One Went to the Market (2018), o Nest Collective, de Nairóbi, repreende satiricamente o afro-futurismo como amplamente baseado no mercado, concebido para um público ocidental e desvinculado da realidade dos africanos no continente e na diáspora.

O que é necessário, talvez, é uma nova metáfora para as artes digitais da África. É possível que a convergência do conhecimento vernacular e tradicional possa contribuir para formas de repensar a tecnologia.

Um excelente questionamento. Ao mesmo tempo precisamos entender e reconhecer a importância do que o autor chama de mercado afrofuturista. Sem ela, essa discussão não ganharia alguns espaços estratégicos. E mais. Wakanda é uma fantasia que não se conecta com toda a experiência diaspórica. Mas afinal, essa experiência de fato existiria?


Enos Nyamor é um jornalista cultural residente em Nairobi e aluno do C & Critical Writing Workshop, realizado em Nairobi em dezembro de 2016 e possibilitado pelo apoio da Fundação Ford.

NYAMOR, Enos. Embodying Forms of Knowing and Being. Publicado em 21 de março de 2019. Disponível em <https://contemporaryand.com/magazines/embodying-forms-of-knowing-and-being/>. Acessado em 04 de abril de 2021.

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