Arte

Demons don't like fresh air: Mostra Ingmar Bergman

By June 11, 2012 No Comments

O Roger costuma se referir a mim como aquela que adora o Bergman. Mas na verdade, conheço relativamente pouco de sua obra. Até hoje vi apenas Morangos silvestres, O sétimo selo, O olho do diabo, Através de um espelho e parte de um documentário sobre a ilha Faro. Ou seja, praticamente nada para conseguir entender alguma coisa e o bastante para saber que sim, sou aquela que adora Bergman. Então, quando soube da Mostra Ingmar Bergman pelo twitter, fiquei maravilhada: em breve nós, os curiosos por Bergman, teríamos a oportunidade de assistir e discutir praticamente TODOS os filmes do autor sueco. Imperdível.

Mas porque a Mostra Ingmar Bergman é tão importante a ponto de merecer o esforço de postagens diárias por mais de um mês?

Primeiro por apresentar, pela primeira vez no Brasil e numa caralhada só, quase todos os filmes do autor para gente como a gente que somos cinéfilos amadores e não temos tempo de reunir material dessa monta e com essa qualidade: são 46 filmes, vindos diretamente da Suécia (!!!) incluindo obras raras do início de carreira.
Bergman é uma das mentes seminais do século XX. Alguns críticos tem o péssimo hábito de desautorizar sua obra, alegando que ele na verdade não tinha nada a ser dito. Sabe aquela dúvida cruel e clássica sobre o quê Luis Buñuel quis dizer com o muitas vezes incompreensível Cão Andaluz? Dizem que os filmes de Bergman são desses. Eu sou do outro time, acredito que tratou de temas imprescindíveis como a angústia, o paradoxo da convivência consigo e com os outros, loucura, velhice, morte, felicidade, passagem do tempo, indiferença. Só para citar os poucos filmes que vi. Imagine quanto ainda há para ser descoberto!
Estamos falando de um grande criador visual. A fotografia é apurada, sem afetações, certeira. As paisagens de perder o fôlego. Os cenários minuciosamente tratados. Existe um dos filmes em que foi reproduzida a sala de estar da avó de Bergman…
As personagens sempre em desalinho? Esse será meu principal enfoque, partindo de uma citação que Bergman faz na ilha Faro: “Demônios não gostam de ar fresco”. Se depender de Karin em Através do espelho como exemplo, começamos muito bem. Mas não falemos apenas das musas… E Max von Lindo Sidow *_____* que sozinho se torna uma categoria à parte?
E o mais importante: vai ser divertido ^^
Gostou? Participe com a gente. Aqui eu explico como, quando e porque.

Charô Nunes

Esses são textos de Charô Nunes, publicados em diversos blogs desde 2008, quando se inicia sua trajetória rumo à escrita e à intelectualidade. Alguns são textos inacabados, que serão publicados sem qualquer revisão ou adição.

Leave a Reply