Sobre baratas, hecatombes e um chinelo de borracha.

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Entretanto, sabemos que essas não são as palavras que os urbanistas oficiais utilizariam. O discurso aqui é aquele dos embelezamentos, da beleza, da técnica. Interessante notar que a dimensão fantasmagórica tratada por Benjamin é aquela da mudança, do novo, como ele mesmo indica ao citar o poema A viagem de Baudelaire. E uma vez que é impossível ler Passagens, navego entre suas notas e materiais como quem passeia pelas grandes questões que permeiam o planejamento das cidades inteligentes.

Note que o governo de São Paulo implementou o chamado Sistema de Monitoramento Inteligente que acompanha as taxas de isolamento da população do estado através de seus celulares. E que agora implementará a Quarentena Inteligente, pensando mais especificamente em medidas de retomada econômica. É a cidade mais uma vez em seu caminho em direção ao profundo do desconhecido para encontrar o novo.

Referências

MUNFORD, Lewis. A cidade na história, suas origens, transformações e perspectivas. Tradução de Neil R. da Silva. Martins Fontes, 1998. 396, 401 p.

BREALEY , R. A.; MYERS, S. C.; ALLEN, F. Princípios de Finanças Corporativas. Tradução de Celso Roberto Paschoa. 10º. ed. [S.l.]: AMGH Editora Ltda., 2013. 878 p.

(1) BENJAMIN, Walter. Passagens.

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