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Inspiração

Sisterlocks, um estilo pra fazer a cabeça

By Uncategorized One Comment

Tem sido cada vez mais comum ver blacks enormes, puffs gigantescos, alguns descoloridos. Símbolos de negritude e consciência, muita gente já aderiu, outras tantas pessoas pensando em usar o cabelo ao natural. A industria cosmética se adaptando para um mercado em franca ascensão. Mas existe uma onda que faz muito sucesso nos Estados Unidos e que curiosamente ainda não se tornou popular entre as brasileiras – o método sisterlocks. Estamos falando de dreads muito, muito, muito finos, meticulosa e delicadamente embaraçados. Uma escolha muito charmosa para quem quer voltar ao natural com muito estilo. Para desfazer, só cortando, mesmo, mesmo, mesmo. Mas quem está preocupada com isso? A estória aqui é outra. Quem cultiva ou pensa em cultivar sisterlocks está em busca não apenas de uma penteado mas sim de um estilo de vida, de resgate da identidade. Como todo dread, sisterlocks são uma ruptura, um estilo de vida. As pessoas documentam sua jornada em blogs, promovem encontros. Falam dos anos de desconhecimento do próprio cabelo, dos alisamentos, das tentativas frustadas de adequação ao modelo de beleza europeu. Tendo como pretexto o cabelo, compartilha-se autoestima e transformação. São “clubes” onde qualquer uma é aceita, desde que tenha começado ou queira…

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Ideias para ter mais cultura em 2013

By Só o creme 3 Comments

O ano passado foi cheio de descobertas para minha vida de blogueira e mãe. Escrevi basicamente sobre direitos humanos e anticonsumo, assuntos que queria descobrir. Outra conquista foi ser uma mamai (é mamãe, só que faço às vezes de papai) quase sempre como sempre sonhei ser. Minha filha me fez bem mais segura (e insegura) do que jamais imaginei ser e sou grata por isso. Mas foi um ano sem estar aqui no blog, de corpo. O último post sério é de outubro, da 36ª Mostra de Cinema que eu acabei não cobrindo como deveria. Por isso aproveito a levada do #Memede Dezembro para fazer planos culturais. Quero mais cultura, mais trabalho de ateliê (desisto da arquitetura de vez) e muitos livros, filmes e obras desconhecidas. Eis meu decálogo cultural para para ter mais cultura em 2013: Postar todo dia, que alegria – quem escreve sobre cultura, tem mais cultura em sua vida. Simples assim. Ler pelo menos uma hora por dia – tenho tido muitos problemas em relação à leitura. Um dos preços que paguei pela bipolaridade mal tratada foi a perda da capacidade de ler bem. Quero recuperar o hábito prazeroso da leitura, um jeito delicioso de ter mais cultura no…

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O verde é o novo azul

By Arte No Comments

Lembra daqueles dias, uns dois anos atrás, em que a moda era usar branco e azul? Pois é, nada ficou no lugar e agora o verde é o novo azul. Escolhi 3 ambientes para ilustrar a nova tendência. Esmaecido O que me cativou nesse ambiente foi o uso da cor verde num tom esmaecido. Isso fez com que a cor não ficasse enjoativa e ganhasse ares muito elegantes.  O tom foi combinado com o cinza, dando um ar de sobriedade. Destaque para o tapete em tom cru emoldurando a cama. Exibido Para aqueles que adoram a cor e querem assumir a paixão, nada de discreção. Aqui o verde é exibido e se espalha pelas paredes, todo feliz. Acompanha uma cama de ferro e uma cobreleito branco.  Mas fica uma observação: com uma cama dessas, vale a pena investir em travesseiros luxuosos. As fronhas, verdes. Um luxo. Coadjuvante Aqui a estrela é a madeira. O verde aparece nos detalhes dos quadros e na roupa de cama. Uma opção discreta. mas cuidado, pode ser discreta demais. Para assinalar que a cor desse ambeinte é a verde, aconselharia adotar a cor no revestimento da poltrona ou na cortina. Alguns detalhes de lavanda enobreceriam…

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Uma pessoa, uma ilha

By Cultura & Sociedade No Comments

Estava com pressa mas por alguns segundos eu vi. Aquela pessoa parada ali, no meio da Sumaré (São Paulo), sem respirar. Uma pessoa que parecia uma ilha, numa ilha no meio dos carros. E a cada carro, a imagem era atropelada para mim. Era bem diferente de O grito sabe, era exatamente o oposto. E não lembro de ter lido nada parecido na obra de Stevenson, tão pouco de Baudelaire. O vazio, o vazio.

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O exorcista e a cpi do aborto

By Arte No Comments

Sou vegetariana. E sei como é difícil oferecer meu fogão para minha mãe cozinhar… Camarão. Sei como era complicado para meu marido ser vegetariano e cozinhar para mim… Picanha. Por que houve um tempo em que eu era carnívora de pai e mãe, comia picanha dia sim, dia não. Também sou atéia. E imagino o sofrimento de minha mãe, convivendo com uma filha doente (já tive e tenho algumas doencinhas chatas) e descrente. Imagino o confronto desnecessário de confessar às amigas dela que já fizeram novena para mim, sem desconfiar que sou como sou. Esse é um recorte bastante otimista por que quero e preciso acreditar num mundo onde tentamos, sim tentamos, sermos um tantinho ciosos das escolhas alheias. Por que é isso que elas são, alheias. E justamente por isso dizem respeito apenas a quem de direito são, cada um, cada uma. É por esse pedacinho de mundo, onde ainda conseguimos garantir um mínimo de civilidade, que escrevo. Que adoraria deixar para minha filha. Aliás, olha a tchutchuca.. Mas existe um mundo muito próximo da gente que é bem diferente. Um mundo no qual as pessoas não apenas se contentam em viver suas próprias crenças mas parecem ter a necessidade doentia de torná-las a regra para todas as outras….

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