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Mesa Farta, casa em festa

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Por Charô Nunes paras as Blogueiras Negras Relato do I Encontro das Blogueiras Negras de SP Nosso primeiro encontro aconteceu nesse sábado em São Paulo. O cenário foi a Cozinha da Matilde, lugar de sonhos para insiders da Vila Madalena, que oferece uma série de atividades delícia para quem quer aprender sobre culinária com poesia e bom humor, rolês fotográficos, etc. Obrigada Letícia Massula (que conheci através da comunidade luluzinhacamp) pela generosidade em nos receber e deixar completamente à vontade! E agora vamos para a parte cozinha e a demonstração de moqueca vegetariana com a blogueira negra, chef, jornalista e maravilha Larissa Januário e sua irmã Vanessa. Aprendemos muitas coisas. Primeiro que a Larissa deveria ter um canal no youtube. Que a moqueca é um prato tipicamente afrobrasileiro, super fácil, barato, delicioso. Que o azeite de dendê não deve ser aquecido. Como se tira pele de pimentão, que tomate também é um produto sazonal. Que o sal deve ser colocado no começo da preparação. Que existe uma coisa chamada mise en place, sobre a ordem de adicionar os ingredientes na preparação para que cozinhem por igual, dos mais macios aos mais firmes. Que precisamos de mais chefs negras no mercado…

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Substâncias ativas: racismo, sexismo, gordofobia, sentimento de classe e invisibilidade.

By Cultura & Sociedade No Comments

Quando o médico José Soares Menezes receitou Cadialina para Adriana Santos fiquei muito indignada. Para emagrecer, ela deveria escolher entre o temeros no food (prática do jejum) e a colocação de cadeados em “sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa”. Na época pensei em como essa estória tornou palpáveis os “preconceitos e discriminações que, de tão naturalizadas, se tornaram invísíveis nas práticas das instituições e dos profissionais de saúde“. Mas, apesar de o caso ter sido destaque, em nenhum lugar se falou abertamente sobre a combinação potencialmente letal de substâncias ativas que presentes na receita médica: racismo, sexismo, gordofobia e sentimento de classe.

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Suburbia: o controle das mentes e dos corações

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Ainda que a pobreza e a miséria material sejam facilmente perceptíveis e reconhecíveis, as causas e as precondições que as tornam possíveis e socialmente legitimadas (grifo do autor) não o são. Esta é razão última do fato historicamente invariante de que toda desigualdade existencial , política e material tenha de ser acompanhada por mecanismos simbólicos que mascaram e tornam opacas suas causas sociais. A reprodução da desigualdade material em todas as suas dimensões – econõmica, cultural e política – pressupõe o sistemático desconhecimento/encobrimento produzido e reproduzido simbolicamente, de suas causas efetivas. Jessé de Souza in A ralé brasileira

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100 blogues femininos para ficar de olho em 2013?

By Cultura & Sociedade No Comments

O lance é o seguinte: listas, listas, listas. Adoro listas gringas do tipo 100 Women Bloggers You Should Be Reading, 125 Fearless Female Bloggers e 101 wonderful women bloggers for 2012. Mas nunca achei uma coisa parecida pros blogues femininos brasileiros… Por isso quero convidar você para construir uma lista de blogues junto comigo. O tema é 100 blogues femininos para ficar de olho 2013. Os critérios são: ser atualizado com regularidade (no mínimo um post por semana) e ser uma novidade (ter menos de dois anos). A ideia é mapear o que de novo e interessante está acontecendo na rede. Aceito sugestões! Imagem: Pedro Simões.

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Racismo: Adivinhe quem vem para jogar

By Cultura & Sociedade 13 Comments

É claro que estou falando sobre o filme, só que na vida real. Dia desses estava pensando sobre o modo como o roteiro de Adivinhe quem vem para jantar (com Sidney Poitier, 1967) evidencia que o único motivo para a família da namorada branca não aceitar John Prentice (um médico negro de sucesso, rico, bonito, educado, inteligente, etc) é o racismo. Outra virtude é mostrar como o discurso racista, muitas vezes entendido como uma fantasia de pessoas que gostam de ser vitimizadas, pode estar presente nas mentes e nos corações daqueles que (oh) não se consideram racistas. Na vida real nem sempre o racismo tem contornos tão nítidos. Predominam situações em que permanece velado e inominável, uma de suas facetas mais cruéis. Por exemplo, quando não somos atendidos de forma correta, somos assassinados, expulsos pelos processos de gentrificação das cidades. Esse não é o caso aqui, apesar de todo um chorume de argumentos defendendo que não houve discriminação, foi exatamente isso que aconteceu. A diferença é que dessa vez a personagem não veio para jantar, mas para jogar tênis. Como na ficção, ainda que muitos resistam em admitir, a única explicação para o fato de o Globo Esporte ter feito…

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