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#limitetabaco – Não deveria ser legal fumar quando a classificação é livre

By Cultura & Sociedade No Comments

Maria Fernanda Cândido está em Lado a Lado na pele de uma deslumbrante, independente e escandalosa dançarina francesa, Mademoiselle Dorleac. No capitulo que foi ao ar hoje, sua personagem vai até a confeitaria Colonial (uma alusão à Confeitaria Colombo), espaço frequentado por jovens galanteadores do Rio de Janeiiro. Ali, vestida de homem (cartola, smoking e bengala), puxa um charuto e pergunta qual dos senhores poderia lhe acender o fumacê. Se em algumas cidades na década de 60 a mulher ainda estava às voltas com o uso de calças, imagine o que significava adotar a alfaiataria na década de 30. Para compor a personagem, a inspiração veio de mulheres como Marlene Dietrich (Marocco, 1932) e até mesmo Josephine Baker, que além do smoking, também usou uniforme militar após o término da Segunda Guerra. A genealogia do uso de roupas masculinas por mulheres inclui nomes como Georges Sand, escritora, ainda na década de 1830. Essa subverssão ou contestação pode acontecer de diferentes maneiras:  É evidente que a invasão do vestuário do sexo oposto ataca a impermeabilidade que se pretende ter entre eles e, por isso mesmo, é provocador. A transgressão e a subversão tem grande apelo erótico. Empréstimos de peças de vestuário de outro sexo demonstram subitamente um…

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Por essa eu não esperava: Alfred Stevens e a vagabundagem

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Esse é o mês do projeto #AllStevenson mas uma vez por semana, só para aliviar, vou dar umas escapulidas. O assunto da vez é uma surpresa dentro da surpresa: um quadro aparentemente atípico do belga Alfred Stevens (1823/ 1906), conhecido por retratar a vida, a psiquê e o figurino das mulheres ricas e bem vestidas dó século XIX. Seu recorte é muitíssimo específico: a mulher burguesa. Um trecho da vida de Emma Bovary provavelmente cairia muito bem aqui porque o mote é o tédio e o peso da seda que recai injustamente sobre os ombros femininos. Mas isso não vi logo de cara. Ouvia apenas o farfalhar das saias que caracterizam uma “condessa”, como em The Physician And The Saratoga Trunk. Para mostrar isso, escolhi 3 obras magníficas: a Fita Azul, O banho e A máscara japonesa. Olha que delicinha… Por um tempo olhei para essas obras de forma bastante equivocada. Ficava na superfície até que a coisa foi decantando dentro de mim. A mulher de Stevens é muito mais que suas roupas ou sua aparente frivolidade. Uma pista foi o desenho de suas mãos, por vezes tão farfalhantes como as pesadas estruturas que lhes emolduram o andar. E quando…

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