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Ohshit

Como uma negra se sente quando encontra um troll racista

By Cultura & Sociedade One Comment

Um – tenho um canal no youtube. Dois – nesse canal me aventurei a falar de racismo. Três – foi inevitável falar sobre cotas. Computo geral – ainda que a audiência seja relativamente pequena, a atração exercida sobre o troll racista é inevitável. Muitos se contentam em dar um unlike nos vídeos. Outros parecem sentir uma necessidade quase irresistível de comentar… Quando comecei a fazer esses vídeos fiquei meio assustada com a receptividade. Recebia comentários que, pela minha inexperiência, considerei mais ofensivos que engraçados. O tempo foi passando e me acostumei com a capacidade que o troll racista tem de ser incompreensível e tragicômico, para dizer o mínimo. Mais tempo passou e deixei de moderar o canal, acumulando comentários. Essa semana passei lá para ver como andavam as coisas e me deparei com dois comentaristas que se superaram na trolagem #fail – preciso dizer que tive bons momentos como uma negra se sente quando encontra um troll racista? Rá, guilty pleasures. Eis os comentários e minhas respostas. “Cotas não devem ter o papel de combater o racismo.” “Você (no caso eu) é a cara da adelaide aaahahahahahahahahahahaaahah.” Né minha gente? Então fica o convite para que você conheça meu canal no…

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Inês Brasil no BBB, por quê não?

By Cultura & Sociedade One Comment

O blog está vivo novamente. A ideia é blogar quase que diariamente, sempre sobre aquela mistureba boa sobre arte/cultura/sociedade que tanto amo. Pra começar essa segunda, e pensando nessa porcaria que vai ser o próximo BBB, gosto de imaginar Inês Brasil assim, vadiando na cara da gente. Confesso que fiquei reticente na hora de escrever sobre esse assunto. Em como falar sobre a atração que sinto por todas as pessoas que são quase um manifesto contra o deserto imagético em que vivemos. Já sobre isso lá no Biscate. E acredito que nessa ocasião não me fiz entender. Aqui vou tentar ser direta: Inês me atrai justamente por não ser o perfi BBB. Desinformada que sou, só a conheci ontem, quando já havia um triste desfecho para sua estória. Boninho fez questão de jogar um balde de nitrogênio em todos aqueles que queríamos queremos vê-la no BBB 13. A declaração foi objetiva: “Não dá. Sorry”. A resposta foi tão lacônica que fiquei vendo e revendo (hipnotizada) os 4 vídeos oficiais da cantora enquanto me perguntava sobre os porquês da recusa. Me parece incoerente televisionar programas tão popularuchos como Zorra Total (não estou dizendo que Inês também o seja) e recusar a cantora (e agora personalidade da internétchy). Afinal, estamos falando sobre ausências ou excrescências de predicados? Pedro Bial declama que “o jogo da vida…

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Substâncias ativas: racismo, sexismo, gordofobia, sentimento de classe e invisibilidade.

By Cultura & Sociedade No Comments

Quando o médico José Soares Menezes receitou Cadialina para Adriana Santos fiquei muito indignada. Para emagrecer, ela deveria escolher entre o temeros no food (prática do jejum) e a colocação de cadeados em “sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa”. Na época pensei em como essa estória tornou palpáveis os “preconceitos e discriminações que, de tão naturalizadas, se tornaram invísíveis nas práticas das instituições e dos profissionais de saúde“. Mas, apesar de o caso ter sido destaque, em nenhum lugar se falou abertamente sobre a combinação potencialmente letal de substâncias ativas que presentes na receita médica: racismo, sexismo, gordofobia e sentimento de classe.

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Suburbia: o controle das mentes e dos corações

By Cultura & Sociedade No Comments

Ainda que a pobreza e a miséria material sejam facilmente perceptíveis e reconhecíveis, as causas e as precondições que as tornam possíveis e socialmente legitimadas (grifo do autor) não o são. Esta é razão última do fato historicamente invariante de que toda desigualdade existencial , política e material tenha de ser acompanhada por mecanismos simbólicos que mascaram e tornam opacas suas causas sociais. A reprodução da desigualdade material em todas as suas dimensões – econõmica, cultural e política – pressupõe o sistemático desconhecimento/encobrimento produzido e reproduzido simbolicamente, de suas causas efetivas. Jessé de Souza in A ralé brasileira

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Contra o #trabalhoinfantil – bebê hipoglós e convite à ação

By Cultura & Sociedade No Comments

Acredito que se eu e você perguntássemos para dez pessoas se concordam que crianças não devem ser vendidas, praticamente todas concordariam. Numa sociedade em que quase tudo está à venda, parece existir algum conforto em acreditar que o mercado teria algum limite ético. Por outro, seguimos transformando esse período crucial da vida em mercadoria em nome do entretenimento. Falo especificamente do trabalho infantil vinculado pela televisão. No último dia das crianças por exemplo, a Record televisionou um quadro pra lá de questionável. Esse tipo de diversão infelizmente não é um caso isolado. O SBT tem sido pródigo no quesito, vinculando quadros como o famigerado Eu e as Crianças, com vovô Raul Gil. Mas como não há limites para o que já é ruim piorar, uma aberração chamada de reality show de bebês tem sido mostrada todas as manhãs por Ana Maria Braga. As personagens principais são umas “fofuras” mas a competição não é coisa de criança. O regulamento para a seleção do casting é bem claro ao afirmar que é destinada a consumidores (além de vender a infância dos filhos, as mães perdem antes sua cidadania) pessoas físicas, de idade igual ou superior a 18 anos completos no ato da inscrição. A lei 5768 estabelece que a distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda quando efetuada mediante sorteio,…

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