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Opinião

Contravento não comenta: Xuxa realizando o "sonho" de ser morena

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Em nome de todas as crianças negras e morenas esquecidas pelo apartheid midiático, Contravento não comenta mas repudia Xuxa realizando o “sonho” de ser morena. Fica todo nosso respeito pela figura de sua mãe e passarinhos. [youtube http://www.youtube.com/watch?v=dJP2jHzIiDY] A gente não comenta mas até a Veja achou péssimo: Que 2 milhões de reais que nada. No vídeo de making off da campanha de uma marca de tinturas que lhe pagou esse pequeno cachê, Xuxa jura ter escurecido o cabelo para agradar à mãe, Alda, de 75 anos. “O que mais me movimentou não foi só minha vontade de querer mudar, mas sim o sonho da minha mãe. Porque, a cada filho que nascia, ela falava, ‘Nasceu de cabelo loiro de novo’. Ela queria um moreninho que nem ela”, diz a apresentadora no vídeo. Detalhe: a mãe, que também aparece no filme, está loira. O mais patético de tudo, porém, é ouvir Xuxa dizer, enquanto é bicada no pescoço por dois pássaros acomodados em seu ombro, que a mãe fez em seu quarto um quadro da Branca de Neve de cabelo preto, com um passarinho azul, e que ao ver um pássaro entrar em sua casa, recentemente, entendeu aquilo como um sinal…

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Soninha, Marimoon, Fernanda e Edgar: nossas máscaras midiáticas

By Cultura & Sociedade 6 Comments

Imagine se a Marimoon (VJ, 30 anos, falando para um público feminino de 20) começasse a fazer propaganda para o Serra? Seria um susto para um bando de gente em função de sua imagem pública que fala de valores como juventude, rebeldia e até inconformismo… Mesmo que na essência tenhamos um exemplo perfeito de adequação. Bem, a Marimoon da minha época realmente se tornou cabo eleitoral do inimigo: foi essa a sensação que tive quando a descolada Soninha Francine atuou como coordenadora para redes sociais na campanha presidencial do PSDB. Pois sim, houve um tempo em que Soninha Francine representava juventude, rebeldia e até inconformismo. Achava o máximo ela ter sido professora de inglês, ser apresentadora de TV, VJ. Falava abertamente sobre maconha. Acho que a última coisa legal de Soninha fez foi adotar a bicicleta como transporte público. Até esse momento ela era, como posso dizer, um modelo para a nossa (minha) geração. Num belo dia ela se tornou parceira do Serra. Putz, como é que a gente não percebeu antes? Bem, bastaria ler a biografia da Marimoon e perceber que se trata de uma mulher de negócios voraz, nesse caso uma política voraz. Foi mais ou menos assim que a Soninha perdeu sua aura de…

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Muniz Sodré no Roda Viva

26 de maio: a #marchadasvadias está chegando, oba!

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Existe um texto imprescindível sobre preconceito e civilização no blogue do Janos Biro. Esse texto analisa a premissa de que a sociedade evolui na mesma medida em que são desfeitos os nós do proconceito. Seríamos mais civilizados se os preconceitos acabassem. Será? Uma breve análise do que foi a Pax Romana mostra que a coisa não é bem assim. A civilização levaria à superação do preconceito porque enquanto ela se expande há cada vez mais cooperação e convivência entre indivíduos diferentes em espaços compartilhados e regidos por leis gerais. O império romano já havia percebido que para permitir a expansão e a coesão era preciso educar as pessoas vindas de diferentes culturas e religiões a serem tolerantes com a diversidade, aceitando o direito romano como um direito “igual para todos”. Este tem sido o sentido da luta pela “igualdade” na civilização. Civilização e preconceito Sim a tolerância e a inclusão são favoráveis ao sistema de coisas. Porém… E há sempre um porém, existem outras perspectivas para o mesmo problema. Muitas vezes a luta contra o preconceito não se trata de simples inclusão num sistema viciado, como infelizmente é o caso das cotas e algumas ações afirmativas, mas de sobrevivência. É diferente a luta…

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Guest post: São Paulo, capitania hereditária do PSBD

By Cultura & Sociedade No Comments

A notícia da oficialização da candidatura do Serra aliada a divulgação dos 30% de intenção de votos mostra, ao meu ver, como São Paulo (capital e estado) se tornaram feudos do PSDB. Antes que os patrulheiros ideológicos de plantão começem a gritar “petista!” já adianto que não é um post a favor deste ou daquele partido e sim sobre essa situação de capitania hereditária que vive São Paulo (aliás não acredito em nenhum dos partidos vigentes). Desde 1995 o governo do estado é de alguém do PSDB, geralmente logo depois de não conseguir se eleger presidente. Ou seja: o estado virou o “plano B” dos candidatos. Podem inclusive hoje colocar como profissão na carteira de trabalho : “Governador de São Paulo ou candidato a governador”. Me espanta esse misto de conservadorismo e apatia do eleitorado paulista. Parecem dizer algo como : “Bom, pelo menos são os sujeitos de sempre”. Atualmente parece que não ter um sujeito do PSDB (ou PSDB genérico, como o Kassab) num dos governos seria o equivalente a falar que a terra não é o centro do universo nos tempos da inquisição (com as consequências equivalentes). “Mas ganha porque faz um bom governo” as pessoas podem argumentar. “Bom” onde? Vamos nos limitar a três coisas básicas: educação, saúde e…

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