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Pós-modernidade

Drops: Modernismo brazuca, Hirst e o Medium

By Arte No Comments

Colóquio Internacional 90 anos do Modernismo Brasileiro O Colóquio Internacional de 90 anos do Modernismo Brasileiro foi elaborado por estudantes membros da Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na França (APEB-FR). O evento acontecerá no Teatro Lucio Costa da Casa Brasileira na Cidade Internacional Universitária de Paris, nos dias 25 e 26 de outubro, 2012. Anote na sua agenda se estiver em Paris =) Uma cabeça de vaca: Damien Hirst Para realizar essa visão artística ousada, Hirst contou com um poderoso apoio financeiro desde o início de sua carreira. Filho de um mecânico e uma dona de casa, ele saiu de casa aos 17 anos e chegou a ter problemas com a polícia antes de se dedicar à arte. Sua primeira exposição ocorreu em 1988, ao lado de colegas recém-graduados da Universidade Goldsmiths, de Londres. A mostra foi um fracasso, mas rendeu um importante contato. Durante a exposição, Hirst foi descoberto pelo milionário colecionador Charles Saatchi, dono de uma enorme galeria de arte londrina. Saatchi se encantou com a primeira instalação “animal” do artista: a cabeça de uma vaca em decomposição, coberta de moscas. O encontro foi essencial para o futuro artístico de Hirst. Saatchi comprou a obra, que pouco agradara na época, e virou o principal…

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Arquitetura, música e janelas

By Arte No Comments

Aos 12 anos passei a cruzar a cidade para estudar. Ai não prestou. Matava aula regularmente para ir à Biblioteca Municipal na Xavier de Toledo por causa da secção de obras raras. Ou ainda andar de metrô, percorrendo repetidas vezes os trechos de superfície enquanto recebia uma nesga de sol. Passados mais de 20 anos, até hoje sou fascinada por um ventinho, um pedacinho de sol ou de jardim através de uma janela. Quando me sentia entediada de tanto metrô ou de olhar o relógio do Diário Oficial pelas janelas da Mário de Andrade, visitava o Centro Cultural Vergueiro, espaço único em São Paulo. Elaborado maliciosamente aos moldes do Centro Georges Pompidou, sua vocação para centro de cultura se tornou urgente. E lá se foram exatos 30 anos. Para comemorar o edifício passa por extensas reformas. Nada que descaracterize o projeto dos arquitetos Eurico Prado Lopes e Luiz Telles espero. Aqui chegamos ao ponto de interesse desse post, o projeto de arquitetura do Centro que sempre me foi uma contradição: como aconchegante se brutalista, como brutalista se ac0nchegante? Nunca apreendi sua totalidade. Mesmo agora tenho a impressão de que estou diante de um iceberg vendo ínfima parte do todo. Invadida pelo concreto, desenhada em aço, perdida por entre caminhos. Felizmente existe ali uma das maiores discotecas da América Latina: quando tudo dava errado (coisa muito comum na adolescência) ia para lá, escolhia…

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Demons don't like fresh air: Mostra Ingmar Bergman

By Arte No Comments

O Roger costuma se referir a mim como aquela que adora o Bergman. Mas na verdade, conheço relativamente pouco de sua obra. Até hoje vi apenas Morangos silvestres, O sétimo selo, O olho do diabo, Através de um espelho e parte de um documentário sobre a ilha Faro. Ou seja, praticamente nada para conseguir entender alguma coisa e o bastante para saber que sim, sou aquela que adora Bergman. Então, quando soube da Mostra Ingmar Bergman pelo twitter, fiquei maravilhada: em breve nós, os curiosos por Bergman, teríamos a oportunidade de assistir e discutir praticamente TODOS os filmes do autor sueco. Imperdível. Mas porque a Mostra Ingmar Bergman é tão importante a ponto de merecer o esforço de postagens diárias por mais de um mês? Primeiro por apresentar, pela primeira vez no Brasil e numa caralhada só, quase todos os filmes do autor para gente como a gente que somos cinéfilos amadores e não temos tempo de reunir material dessa monta e com essa qualidade: são 46 filmes, vindos diretamente da Suécia (!!!) incluindo obras raras do início de carreira. Bergman é uma das mentes seminais do século XX. Alguns críticos tem o péssimo hábito de desautorizar sua obra, alegando que ele na verdade não tinha nada a ser dito. Sabe aquela dúvida cruel e clássica sobre o quê Luis Buñuel quis dizer com o muitas vezes incompreensível Cão Andaluz? Dizem que os filmes de Bergman são desses. Eu sou do outro…

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