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#limitetabaco – Não deveria ser legal fumar quando a classificação é livre

By Cultura & Sociedade No Comments

Maria Fernanda Cândido está em Lado a Lado na pele de uma deslumbrante, independente e escandalosa dançarina francesa, Mademoiselle Dorleac. No capitulo que foi ao ar hoje, sua personagem vai até a confeitaria Colonial (uma alusão à Confeitaria Colombo), espaço frequentado por jovens galanteadores do Rio de Janeiiro. Ali, vestida de homem (cartola, smoking e bengala), puxa um charuto e pergunta qual dos senhores poderia lhe acender o fumacê. Se em algumas cidades na década de 60 a mulher ainda estava às voltas com o uso de calças, imagine o que significava adotar a alfaiataria na década de 30. Para compor a personagem, a inspiração veio de mulheres como Marlene Dietrich (Marocco, 1932) e até mesmo Josephine Baker, que além do smoking, também usou uniforme militar após o término da Segunda Guerra. A genealogia do uso de roupas masculinas por mulheres inclui nomes como Georges Sand, escritora, ainda na década de 1830. Essa subverssão ou contestação pode acontecer de diferentes maneiras:  É evidente que a invasão do vestuário do sexo oposto ataca a impermeabilidade que se pretende ter entre eles e, por isso mesmo, é provocador. A transgressão e a subversão tem grande apelo erótico. Empréstimos de peças de vestuário de outro sexo demonstram subitamente um…

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Ford Fiesta e a escala da desigualdade

By Cultura & Sociedade No Comments

Eu nem sei por onde começar. Falemos então de sexo, essa obrigação a ser cumprida não importa quando e como. Talvez daí a aproximação de palavras que parecem não casar uma com a a outra, sensualidade e morbidez. Um exemplo foi citado hoje no meu twitter: o retrato sensual de heroínas feridas em batalha.O “conceito” serviu de mote para um comercial da Ford mostrando um homem comum que, após sofrer um acidente, faz um “upgrade de rosto” e se torna Paulo Zulu. Após ter sido atropelado na linha do trem, quem se preocupa em apenas sobreviver, não é mesmo? [youtube http://www.youtube.com/watch?v=IHiAzhTxU6g]A associação se repete, dessa vez na praia. O sujeito foi resgatado do mar por um salva-vidas negro (aliás, um homem belíssimo) que não serve para a tarefa. Surge uma salva-vidas morena, que até serviria, mas não. É assim que entra em cena Pamela Anderson, eterna baywatch babe, um espécime apropriado para um boca a boca. Quem sabe numa indicação de que o produto tem um público alvo bem definido, essa dança das cadeiras reproduz uma espécie de escala da desigualdade, o modo invisível mas implacável usado para classificar pessoas segundo seu gênero e perfil étnico-racial. Nesses termos, homens brancos são…

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James Heineken versus Maria Claybom: você engole essa?

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Um filme como esse custa 118 milhões para ser feito. E custa outros 200 milhões para ser vendido. Então os 200 milhões tem de vir de algum lugar. Inserção de produtos, ainda que você goste ou não. As coisas são como são. Heineken nos deu uma tonelada de dinheiro para estar no filme. Sem eles, talvez não pudéssemos vendê-lo. Daniel Craig E de pensar que no post passado falei sobre o compartilhamento de conhecimento. Uma sociedade Borg é assim, transforma as dificuldades em oportunidades de negócios. De qualquer forma, alguma coisa está muito errada nesse modelo de venda em que pouca gente lucra tanto num ramo de negócio que parece sem sentido, o de fazer a informação não estar disponível a todos. Será que a distribuição seria mais lucrativa se fosse mais horizontal? Essa é uma das perguntas. A outra é: quem acredita que James Bond toma cerveja? E quem poderia desacreditar? Trata-se de uma inserção de produto praticamente perfeita, completamente adaptada ao vocabulário da personagem. James Bond tem como grande trunfo ser um super homem crível. Ele não voa, mas tem super poderes, come a mulherada e ainda bebe seus gorós segundo o script óbvio a que deve se…

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Duda Bundchen, estilista e princesa da vida real

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Quando o assunto é roupa, Duda não tem dúvidas ao eleger os vestidos compridos e com babados como o seu look preferido. Não por acaso, sua princesa favorita nos contos de fadas é a Bela Adormecida. O rosa e o azul são suas cores favoritas. E, como criança moderna, que cresce num ambiente em que os limites de gêneros perderam a rigidez de antigamente, Duda diz não acreditar na suposta divisão de “rosa é para meninas e azul, para os meninos”. Vaidosa, Duda falou que gosta de maquiagem e usa os produtos de beleza com a aprovação dos pais, Raquel e Paulo. Em 1987 fui ao cinema ver um filme chamado Manequim. Kim Cattral interpretava a mulher/boneca dos sonhos de  Andrew McCarthy: sempre alegre, bem maquiada e vestida, disponível e feliz. Agora imagine se as marcas de roupas para crianças pudessem avivar as bonecas loiras das prateleiras? Bem eles não precisam: os pais de Duda Bundchen emprestam sua infância, seus cachos dourados e seu discurso surpreendente maduro para promover o consumo infantil. A top model mirim também assina, aos cinco anos, a nova coleção primavera-verão da marca Brandili que “será marcada pelo uso de tecidos ecológicos, já que esse é um tema de grande importância…

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Soninha, Marimoon, Fernanda e Edgar: nossas máscaras midiáticas

By Cultura & Sociedade 6 Comments

Imagine se a Marimoon (VJ, 30 anos, falando para um público feminino de 20) começasse a fazer propaganda para o Serra? Seria um susto para um bando de gente em função de sua imagem pública que fala de valores como juventude, rebeldia e até inconformismo… Mesmo que na essência tenhamos um exemplo perfeito de adequação. Bem, a Marimoon da minha época realmente se tornou cabo eleitoral do inimigo: foi essa a sensação que tive quando a descolada Soninha Francine atuou como coordenadora para redes sociais na campanha presidencial do PSDB. Pois sim, houve um tempo em que Soninha Francine representava juventude, rebeldia e até inconformismo. Achava o máximo ela ter sido professora de inglês, ser apresentadora de TV, VJ. Falava abertamente sobre maconha. Acho que a última coisa legal de Soninha fez foi adotar a bicicleta como transporte público. Até esse momento ela era, como posso dizer, um modelo para a nossa (minha) geração. Num belo dia ela se tornou parceira do Serra. Putz, como é que a gente não percebeu antes? Bem, bastaria ler a biografia da Marimoon e perceber que se trata de uma mulher de negócios voraz, nesse caso uma política voraz. Foi mais ou menos assim que a Soninha perdeu sua aura de…

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