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Duda Bundchen, estilista e princesa da vida real

By Cultura & Sociedade No Comments

Quando o assunto é roupa, Duda não tem dúvidas ao eleger os vestidos compridos e com babados como o seu look preferido. Não por acaso, sua princesa favorita nos contos de fadas é a Bela Adormecida. O rosa e o azul são suas cores favoritas. E, como criança moderna, que cresce num ambiente em que os limites de gêneros perderam a rigidez de antigamente, Duda diz não acreditar na suposta divisão de “rosa é para meninas e azul, para os meninos”. Vaidosa, Duda falou que gosta de maquiagem e usa os produtos de beleza com a aprovação dos pais, Raquel e Paulo. Em 1987 fui ao cinema ver um filme chamado Manequim. Kim Cattral interpretava a mulher/boneca dos sonhos de  Andrew McCarthy: sempre alegre, bem maquiada e vestida, disponível e feliz. Agora imagine se as marcas de roupas para crianças pudessem avivar as bonecas loiras das prateleiras? Bem eles não precisam: os pais de Duda Bundchen emprestam sua infância, seus cachos dourados e seu discurso surpreendente maduro para promover o consumo infantil. A top model mirim também assina, aos cinco anos, a nova coleção primavera-verão da marca Brandili que “será marcada pelo uso de tecidos ecológicos, já que esse é um tema de grande importância…

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Adultizar crianças, infantilizar as mães: eu não #voudemarisa

By Cultura & Sociedade 19 Comments

Hoje quero falar sobre conceito de kidultização, ou infantilização de adultos versus a adultização de crianças, que li pela primeira vez no livro Consumido. A idéia é muito simples e lucrativa. Transforma adultos em consumidores impulsivos/irreflexivos e motiva/ensina crianças a comprar como adultos. Chega a ser estranho porque desqualifica e qualifica respectivamente o público alvo. É disso que fala, para mim, essa campanha do dia das mães das lojas Marisa. Mas com que finalidade?  Jovens adultas compram bonecas, brinquedos, jogos e também… Produtos que não precisam como maquiagem, saltos altos, vestidos insinuantes.  Engrossam as fileiras de uma fatia do mercado que fala à sedução, a um pretenso imaginário feminino que é social e artificialmente construído desde a mais tenra idade. Meninas são praticamente forçadas a comprarem laços, bolsas, bugingangas diversas… Para não somente emular uma jovem adulta mas para o serem de fato. Tornar-se-ão mais dóceis, sujeitando ao gosto “masculino”. Além de comprar, serão ensinadas a agradar o sexo oposto. Adultas jovens por sua vez serão ensinadas a esquecer as delícias e as agruras (oh, dizem que são tantas) de crescer e envelhecer. Buscarão a eterna juventude porque mulher, em nosso sistema de coisas, tem data de validade. Quanto mais jovens, melhor. Vide o exemplo…

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Dá para fazer propaganda sem recorrer ao bullying? Sobre uma Skol e o Estupro coletivo.

By Cultura & Sociedade 6 Comments

Semana passada Larte esteve no Roda Viva. Um dos convidados foi Angeli. Com ar de perplexidade, perguntou se é possível fazer humor sem ferir os direitos humanos. Deu a impressão de que perguntava para si mesmo, para a audiência. É o tipo de questionamento cujo adubo é a lama onde florece a barbárie. Nesse panorama apocaliptico, indago o mesmo de maneira um tantinho diferente: é possível fazer propaganda sem ferir os direitos fundamentais das pessoas?  Ou ainda, dá para fazer propaganda divertida sem recorrer ao bullying, à chacota, à perseguição? Se depender dos comerciais de cerveja… Estamos sobre terreno movediço em cima do qual paira um gigantesco um buraco negro cujo vórtice é a Sapucaí. No meio da folia, um grupo de amigos se diverte. De repente aparece um carro alegórico. Em cima dele um dragão. Em sua boca um punhado de cervejas. Para não deixar que esquetem com as chamas lançadas pelo animal, nossos heróis se dispõe a enfrentar a fera ou “pegar o dragão”. Jusqu’ici tout va bien, mas… No meio do caminho havia uma mulher. E a mulher, oh surpresa, é o verdadeiro dragão da estória. Veja você mesmo. E daí que você vai dizer que tudo isso é uma questão menor, que o filme “visa resgatar com bom humor e diversão…

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Heranças imateriais: cenas de supermercado

By Cultura & Sociedade 2 Comments

Cena de supermercado 01: a gangue das meninas Que crise econômica que nada. O que bombou no Datena na semana passada foi o caso da Gangue das Meninas, lá na Vila Mariana. Para quem não acompanhou: um grupo de 15 meninas fazendo “arrastões” pelo comércio do bairro e “aterrorizando” as pessoas. As menores sairam da periferia pois as mães já não podiam “controlar” seu comportamento. Sem assistência alguma, partiram para “o crime”. Nem preciso dizer que as meninas desse roteiro são negras ou pardas, que a tudo isso se misturam intervenções do Conselho Tutelar, citações à Fundação Casa, ao Estatudo da Criança e Adolescente, Defensoria pública, mais de 17 prisões.Quem chegaram a prender as mães por abandono de incapaz. Até mesmo por que elas declaram não saber mais o que fazer com as filhas. Aliás, quem sabe? É é nesse vácuo que entra o Pão de Açúcar. Cena de supermercado 02: desenhando dos dois lados do papel [youtube http://www.youtube.com/watch?v=EMx0DMGDcLs] Para ser boa gente, é preciso ensinar a separar o lixo, construir hortas, desenhar dos dois lados da folha de papel, tecetera, tecetera. É o que, entre outras coisas, diferencia “alguém” e as “ninguéns da Vila Mariana”.  E botem reparo que não mencionarei a ausência de crianças negras nesse filminho. Agora…

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