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Street Art

O embaixador branco

By Arte No Comments

Nunca tinha reparado é que o tal do Uncle Bens é uma blackface. O termo é usado para descrever o conjunto de estereótipos atribuídos aos negros. A informação é do site BlackFace, the history of blackface stereotypes. Lá estão a Mammy e sua contrapartida, o Uncle Tom que originou a personagem no saquinho de arroz. Toms are typically good, gentle, religious and sober. Toms were another favorite of advertisers and “Uncle Ben” is still being used to sell rice. Coisa do passado? Um post do Proudly Afrikan descreve uma nação de blackfaces. Fala do costume holandês de festejar o natal pintando o rosto de negro. Imagina sair às ruas e encontrar um exército de blackfaces? E nem adianta muito explicar por que é uma prática ofensiva. Quem sabe o trabalho do artista Nate Hill ajuda? Com vocês, o Embaixador Branco. Greetings, White People! I am your ambassador. Some black people think we stink, simply because we are white. Can we change their minds? As your ambassador, I will try. (…) The White Ambassador started by going to Harlem to tell black people that they could be racist, but many said they didn’t have enough power to be racist. Therefore, he adjusted his approach to say that black people could have prejudice. That was received better but still not well, and three common arguments arose — “White people started it”, “White people don’t care what we think”, and “White people don’t need to be defended”. From there, The White Ambassador made more adjustments. He decided before criticizing blacks in Harlem, he would first admit his own racist past in front of them. Following this, The White Ambassador went to the Upper East Side to see if white people cared or not what blacks said. He was mostly ignored by white people in the street. Perhaps it was because they weren’t aware of the stereotype, or they didn’t care, or the ambassador was intimidating in whiteface. He returned to Harlem and told black folks that he didn’t find that white people cared about the comments of black people, and they were right in the first place. Super cool!

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São Paulo ganha Festival de Arte Urbana

By Arte No Comments

O pixo é a mais interessante vanguarda e talvez a única já tivemos. Infelizmente, de alguma forma, a hype acabou. E mais, aos poucos será fagocitado, virar coisa de museu, sério.  Ainda assim, é possível curtir um tantinho enquanto está no meio do caminho entre o marginal e o mainstream. E aproveitar para ficar de olho nos mecanismos de domesticação apreensão da arte urbana pelo sistema/mercado de arte. Faço votos que essa não seja a vibe do Festival de Arte Urbana que acontece entre os dias 25 e 29 de janeiro, com 5 intervenções urbanas em grande escala no centro velho. Umas delas será assinada pelo grupo Goma Oficina que propõe a Instalação Cartão Postal SP. A idéia é pixar do CCBB SP com neon. A pixação de São Paulo é singular quando comparada a formas similares de expressão de outras cidades no mundo. Tanto por sua complexidade de organização quanto por sua execução estética, o pixo da cidade é um interessante objeto de estudo que, entretanto, passa desapercebido pela grande maioria dos paulistanos. There’s a hidden secret. Pixo que é pixo ataca a propriedade privada. Nesse caso, ainda que tenham sido convidados e não usem tinta, olha quanta concessão!, temos de considerar o suporte. Estão pixando…

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Os filhos da dissidência russa

By Arte No Comments

Esse da foto é ninguém menos que Kasper Can’t-Take-Our-Eyes-Off-Him Sokol, artista e membro do coletivo Voina (algo como “guerra”) renomado grupo de artistas de vanguarda (falemos nesses termos, por enquanto) russos. Com menos de 3 anos de idade, participa de ações artísticas desde seu nascimento em 2009. Já apanhou e foi preso 3 vezes pela polícia russa. Não tem residência fixa por que seus pais, fundadores do grupo do qual faz parte, renunciaram ao uso do dinheiro há alguns anos. Nessa imagem é observado de pertinho por sua mãe, Sokol. O grupo tem orientação anarquista. Sua organização é horizontal mas se torna vertical durante suas performances, o que é pra lá de interessante e aumenta sua eficiência, digamos assim. Sua obra é descrita como arte de protesto político, super benvinda numa Rússia onde the government officials and the so-called “elite”, who follow some dubious ethics, considering their population to be cattle and making sure they are all following a steady path of self-destruction in order for this very elite to be able to lead a comfortable life and hold on to their places. I’m talking about the pharmaceutical industry hooking people up on life-long medications, the neo-liberal craze where the…

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Trends 2012: balaclava

By Arte No Comments

O movimento #ocupa deixa sua marca na arte e também na moda. Digamos que tudo vai a ontecendo assim, aqui e acolá. Ao mesmo tempo, antes e agora. Por conta disso, balaclavas são tendência para 2012 por inúmeros motivos: é um jeito gostoso de se aquecer do inverno, se coloridas divertem, dão um ar de mistério e ainda tem um je ne sais pas quoi de proibido, sobretudo se feitas pelos Brutal Knitting. Eis alguns artistas e suas balaclavas que considero como uma extensão da Street Art.

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