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Versus

James Heineken versus Maria Claybom: você engole essa?

By Cultura & Sociedade No Comments

Um filme como esse custa 118 milhões para ser feito. E custa outros 200 milhões para ser vendido. Então os 200 milhões tem de vir de algum lugar. Inserção de produtos, ainda que você goste ou não. As coisas são como são. Heineken nos deu uma tonelada de dinheiro para estar no filme. Sem eles, talvez não pudéssemos vendê-lo. Daniel Craig E de pensar que no post passado falei sobre o compartilhamento de conhecimento. Uma sociedade Borg é assim, transforma as dificuldades em oportunidades de negócios. De qualquer forma, alguma coisa está muito errada nesse modelo de venda em que pouca gente lucra tanto num ramo de negócio que parece sem sentido, o de fazer a informação não estar disponível a todos. Será que a distribuição seria mais lucrativa se fosse mais horizontal? Essa é uma das perguntas. A outra é: quem acredita que James Bond toma cerveja? E quem poderia desacreditar? Trata-se de uma inserção de produto praticamente perfeita, completamente adaptada ao vocabulário da personagem. James Bond tem como grande trunfo ser um super homem crível. Ele não voa, mas tem super poderes, come a mulherada e ainda bebe seus gorós segundo o script óbvio a que deve se…

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Maranhão em Versus: o caso da criança queimada

By Cultura & Sociedade 2 Comments

Você certamente está acompanhando o caso de uma criança awá-guaja queimada viva por madeireiros. As informações são do Conexão Brasília Maranhão. O crime teria acontecido no ano passado entre setembro e outubro. Por conta do isolamento em  que vive a tribo, somente agora estamos falando sobre o caso hediondo. Ainda não há um relato dos próprios Awás, ainda que vários índios da região estejam comentando. O corpo foi encontrado na Terra Indígena Arariboia, próxima de Arame, Maranhã. O ironia é que a palavra awá significa pessoa, gente, homem. A foto acima não é de um objeto, uma relíquia. Trata-se de uma crinaça awá. Esse povo é, por definição própria, iguais a mim e a você. São um dos últimos povos nômades das Américas, vivem em harmonia com a floresta, temem o homem branco que carrega doenças contra as quais não tem imunidade e ainda se apropria de seu território. O problema dos Awá-Guajá foi assunto na Falha de São Paulo recentemente, informando que 31% das terras habitadas pela tribo já foram desmatadas. No site do Survival, movimento pelos povos indígenas, o sobrevivente Kararipu testemunha: Eles mataram minha mãe, meus irmãos, minhas irmãs e minha mulher. Sobrevivi por ter evitado cuidadosamente…

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Versus: redes e laços humanos

By Cultura & Sociedade 6 Comments

Acabo de entrar no blogão do Janus e olha só, por lá tópicos que me fizeram entrar aqui no bloguinho para deixar um oi e um breve comentário de 30 minutos que Bauman fez recentemente: redes, comunidade, laços humanos. O assunto que me faz, entre outras coisas, ser uma péssima blogueira que deixa o blogue assim sem atualizações frenéticas. Afinal um blogue sério demanda postagem frenética para se tornar uma simulação de socialização, que vai se tornando cada vez mais realista, a ponto de os participantes desejarem incluir todos os aspectos de sua vida dentro dessa simulação, por meio de fotos, vídeos e uma presença virtual cada vez mais palpável. (…) A atividade na internet já é por si só uma “segunda vida”, uma vida virtual e simulada, onde o usuário interpreta a si mesmo, e está sempre livre para adicionar ou eliminar alguns detalhes sobre sua vida. Ele está de fato criando um personagem, tal qual um candidato a emprego cria uma imagem para atrair seus empregadores em potencial. O usuário de redes sociais cria uma imagem de si mesmo que possa atrair parceiros em potencial, mesmo que para uma interação transitória e casual. E por cima vem o Bauman e diz que estamos solitários em meio…

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Heranças imateriais: cenas de supermercado

By Cultura & Sociedade 2 Comments

Cena de supermercado 01: a gangue das meninas Que crise econômica que nada. O que bombou no Datena na semana passada foi o caso da Gangue das Meninas, lá na Vila Mariana. Para quem não acompanhou: um grupo de 15 meninas fazendo “arrastões” pelo comércio do bairro e “aterrorizando” as pessoas. As menores sairam da periferia pois as mães já não podiam “controlar” seu comportamento. Sem assistência alguma, partiram para “o crime”. Nem preciso dizer que as meninas desse roteiro são negras ou pardas, que a tudo isso se misturam intervenções do Conselho Tutelar, citações à Fundação Casa, ao Estatudo da Criança e Adolescente, Defensoria pública, mais de 17 prisões.Quem chegaram a prender as mães por abandono de incapaz. Até mesmo por que elas declaram não saber mais o que fazer com as filhas. Aliás, quem sabe? É é nesse vácuo que entra o Pão de Açúcar. Cena de supermercado 02: desenhando dos dois lados do papel [youtube http://www.youtube.com/watch?v=EMx0DMGDcLs] Para ser boa gente, é preciso ensinar a separar o lixo, construir hortas, desenhar dos dois lados da folha de papel, tecetera, tecetera. É o que, entre outras coisas, diferencia “alguém” e as “ninguéns da Vila Mariana”.  E botem reparo que não mencionarei a ausência de crianças negras nesse filminho. Agora…

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Versus futebol

By Cultura & Sociedade No Comments

quando o assunto é futebol, essas mesmas pessoas ditas “esclarecidas” e “conscientes” (em nome, via de regra, da paixão clubística, e, para defender “astros” da profissão, daquilo que existe de mais raso e clichê no discurso patriótico) passam a cordeirinhos do senso comum com velocidade estonteante. Ou seja: tornam-se reféns e vítimas daquilo que acreditam criticar; caem com facilidade na armadilha a qual se crêem alertas; em função de um provincianismo risível que parece esquecer que futebol também é política massiva de controle e manipulação, e que, assim sendo, traz consigo corrupção, tráfico de influência, favorecimento ilícito, etc. Demonstração cabal de que as ventosas do esquemão vigente são tão perniciosas e envolventes que se estendem até onde menos imaginamos. Pincelar bem para pincelar sempre O incentivo fiscal consiste em isentar do ISS os serviços de construção do estádio. Esta isenção, na verdade, é concedida aos serviços de construção (ou reforma) pelas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, inclusive Porto Alegre e Curitiba, nas quais os titulares dos estádios são privados (Internacional e Atlético Paranaense, respectivamente). Isentar do ISS os serviços de construção foi um compromisso assumido pelas 12 cidades-sede perante a FIFA, em documento chamado “Matriz de Responsabilidades”, que conjuga…

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