MASP ou ainda somos brutalistas

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O Edifício Dumont-Adams, aquele do ladinho do MASP vai ser reformado e incorporado ao projeto de Lina Bo Bardi e será batizado de Pietro Maria Bardi. O projeto parece saído diretamente de um livro de arquitetura ou de um filme de ficção científica. Não posso deixar de pensar naquela cena de 2001, com os hominídeos empunhando ossos. Ou do monolito no meio da sala.

2001, uma odisséia no espaço.

A tendência não é nova. É uma releitura do brutalismo de Artigas, aquele carinha que projetou a facukdade de arquitetura de São Paulo. A tal da verdade dos materiais aparece com o uso de concreto e linhas muito retas. Está inclusive na moda na decoração. Uma alternativa aos rococós dos anos 40. Ao mesmo tempo, no cenário nacional, uma resposta à busca do que seria um utopia social em razão do que seria a nossa identidade nacional em um cenário cada vez mais industrializado.

Superfícies e imagens onde mora o concreto mas não a natureza e pessoas. Diferente daquele brutalismo das periferias que costumam chamar de autoconstrução. Teoricamente, perfeito. Esteticamente, perfeito. Mas logo as rachaduras hãod e aparecer.

Tem dois conceitos nesse projeto, um estético e outro técnico. O primeiro é que buscamos uma arquitetura sóbria e discreta, para não competir com o cartão-postal, que ficasse como pano de fundo, dependendo do ângulo por onde se olha, mas ao mesmo tempo forte, com presença, daí esse aspecto de monolito. O outro ponto é que é um projeto de infraestrutura, que vai abrigar todas as máquinas de ar condicionado, por exemplo.

Martin Corullon, do Metro Arquitetos Associados

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