O que saiu na imprensa sobre o leilão do 5G?

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Vamos a um apanhadão do que vale a pena saber sobre a implementação do 5G no Brasil, de acordo com a imprensa… Eu vou lendo e me perguntando o que é preciso para lançar uma operadora de celulares com cabos submarinos próprios. Ou pelo menos, influir na legislação sobre o tema. Até que isso aconteça, tamos vendidas. É sobre dinheiro.

No maior leilão da história do País, atrás apenas da licitação do pré-sal, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conseguiu vender praticamente todos os lotes de frequências ofertadas do 5G. O governo conseguiu arrecadar R$ 7,089 bilhões, um ágio de 247% sobre o lance mínimo das faixas ofertadas nesta quinta-feira, 4, de R$ 2,043 bilhões. Os números foram calculados pela Conexis, entidade que representa as maiores operadoras do País. #

Uma das vencedoras do leilão do 5G realizado nesta quinta-feira (4) foi a Winity II Telecom Ltda. A empresa apresentou lance R$ 1,427 bilhão pelo lote 1, na faixa de 700 MHz, e poderá operar em todo o território nacional. A Winity é uma provedora de infraestrutura wireless (sem fio) criada há cerca de um ano pelo Pátria Investimentos, gestora de ativos que tem sede nas Ilhas Cayman. #

É por meio das faixas que o serviço de internet será prestado. O prazo de outorga — direito de exploração das faixas — será de até 20 anos. Cada uma dessas faixas foi dividida em blocos nacionais e regionais. As empresas interessadas farão as ofertas para esses blocos. Por isso, cada faixa de frequência pode ter mais de uma empresa vencedora, com atuações geográficas coincidentes e/ou distintas. Cada faixa tem uma finalidade específica, então é esperado que atraiam empresas diferentes. Algumas companhias são focadas no varejo e outras em prestação de serviço para o segmento corporativos e para o próprio setor de telecomunicações. #

O leilão do 5G começou nesta quinta-feira, 4, e pode terminar somente na sexta, 5. Dentro dos envelopes entregues pelos participantes qualificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estará o que se entende como o futuro da atividade no País. Além de o 5G representar um salto na maneira como as pessoas usam a tecnologia no seu dia a dia, com estabelecimento da infraestrutura necessária à implantação da chamada “internet das coisas”, o leilão é visto como uma oportunidade de ampliar a quantidade de competidores nesse mercado. O setor passa por uma concentração desde a venda da Oi Móvel para o grupo de rivais Vivo, TIM e Claro, por R$ 16,5 bilhões, no ano passado. #

De olho nas receitas proveniente de serviços digitais para empresas, que tendem a crescer com a chegada do 5G, a Telefônica, dona da Vivo, criou a IoTCo, companhia totalmente voltada para “internet das coisas” (IoT) e análise de dados (big data). (…) A IoTCo nasce com uma carteira de mais de 1,5 milhão de clientes e a expectativa é que o novo modelo de negócios possibilite novas aquisições e fusões. O objetivo é atender a indústria e, além de aumentar receitas, contribuir para o desenvolvimento do país, como no aumento da oferta de soluções para o agronegócio. #

A operadora móvel virtual NLT apresentou à Santos Port Authority (SPA) um estudo sobre a possibilidade de implantação de uma rede LoRa dedicada a usos de Internet das Coisas (IoT) no Porto de Santos (SP). #

Atualmente, apenas 19 cidades do Brasil adequaram suas legislações às necessidades da nova tecnologia, de acordo com o G1. São elas: Brasília (DF), Londrina (PR), Campos de Goytacazes (RJ), Volta Redonda (RJ), Petrópolis (RJ), Itaperuna (RJ), Duas Barras (RJ), Rio das Flores (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Nova Friburgo (RJ), Porto Alegre (RS), São Caetano do Sul (SP), Santo André (SP), Ribeirão Preto (SP), Suzano (SP), Jaguariúna (SP), Santa Rita do Sapucaí (SP), São João da Barra (RJ) e Cardoso Moreira (RJ). Além destas, as cidades Petrópolis (RJ), Serra Negra (SP), Florianópolis (SC), Cachoeiras (SP), Socorro (SP), Holambra (SP), Teresópolis (RJ) e Cachoeira de Macabu (RJ) estão com novas legislações prontas, aguardando sanção. #

“Hoje, a tecnologia evoluiu, as antenas são menores que um aparelho de ar condicionado e um pouco maiores que caixas de sapatos”, disse Luciano Stutz, presidente do movimento Antene-se. Dessa forma, segundo ele, as antenas podem ser colocadas na fachada de prédios, como um receptor de TV a cabo. O problema é que as regras que existem hoje na maioria das cidades pensam em antenas como equipamentos muito grandes e, por isso, impõem restrições. Em algumas capitais, as antenas ocupam grandes terrenos, devem ser cercadas com grandes e com distância de casas e ruas. #

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