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Crítica

Drops: cansou dos blogs de moda?

By Arte No Comments

I. Escrevendo com liberdade A blogosfera tremeu um tiquinho essa semana por conta do causo Sephora versus Blogs de Moda. Se você não viu, informe-se sobre o bapho no Café com Blogueiros. Por causa do acontecido, agora sinalizo a sinalizar que os produtos indicados ao final de cada post são patrocinados. O primeiro critério é indicar aquilo que eu adoraria ter na minha estante. Depois, precisa ter m.u.i.t.o a ver com o assunto do dia. Diferente do que fazem os blogues de moda, aqui os linques patrocinados são altamente secundários. II. Não dê audiência a blogues racistas (e sem personalidade) Andei lendo alguns blogues de moda. Em especial um condô chamado F estrelinha Hits. São quase 30 escritores (olha como eu sou bacana) que se aliaram para se tornar a primeira prime  network de moda do Brazil, duas vezes prime para não deixar espaço para dúvida. O problema é que a iniciativa só evidencia que os blogues de moda brazuca seguem entediantes: com os memos assuntos, as mesmas pessoas, os mesmos looks. Um exercício diário de inexpressão, falta de personalidade, criatividade. Tornaram-se simples (ou complexas) vitrinas de luxo para marcas e eventos. Exemplo? Vicco (Victor Collor, para os íntimos e namorado de Julia Petit) um blog cujo trabalho se distancia mais ou menos em 25 anos luz da emergência urbana promovida pelo Sartorialist. cafonas: as…

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Gabriela, sem Cris Vianna, deixará de ser uma marco na dramaturgia brasileira

By Arte 11 Comments

 Nacib perguntava-se ansioso: afinal que sentia por Gabriela, não era uma simples cozinheira, mulata bonita, cor de canela, com quem deitava por desfastio? Ou não era tão simples assim? Não se animava a procurar a resposta. Estou assistindo duas coisas que envergonhariam muita gente: A fazenda e Gabriela. Por simples curiosidade (tem um grupo muito inteligente de mulheres no twitter que assiste e ***preciso*** entender seus motivos ou a falta deles) e por desconfiar que Gabriela é muito mais que um simples romance, é propaganda sobre quem somos e como gostamos de ser representados. Mas não somente. É campo de disputa estético tendo como objeto de interesse a beleza feminina como instrumento político. (…) Lembro vagamente da primeira vez em que Gabriela foi adaptada. Era criança mas entendi perfeitamente o recado ao ver Sônia Braga toda brejeira subindo o telhado (ou árvore) com as saias levantadas, sorriso largo no rosto. Aquele era o retrato de uma mulher bonita, muito diferente das mulheres à minha volta. Tinha os cabelos compridos, desses que não precisava alisar. E era muito mais clara que minha avó, minhas tias, minha mãe e eu mesma. Depois veio uma leva de novelas de época com atrizes brancas representando tipos miscigenados como Escrava Isaura. E nesse…

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There's poison going on: O ovo da serpente, 1977

By Arte No Comments

Estou um pouco atrasada nos posts. É quase duas da manhã e somente agora consegui ver O ovo da serpente, 1977. É o primeiro filme colorido que vejo de Bergman. Não que isso seja importante mas… Tive a impressão de que a fotografia perdeu muito em qualidade mesmo que a direção de arte esteja perfeita. Esqueçam a poesia imagética de Quando as mulheres esperam aqui o assunto é outro. Sobre a escolha do elenco, não foi uma boa escolha escalar David Carradine (que só agora descobri morto por asfixia erótica) para o papel principal, um trapezista norte-americano subempregado e alcoolizado na Berlim da década de 20. Mas o problema não é todo da interpretação, a personagem merecia um pouco mais apesar de um começo promissor: encontrar o irmão suicida com um tiro na boca. Liv Ullmann, tadinha, é mulher demais para papel de menos: interpreta Manuela, uma cunhada que  busca desesperadamente permanecer ao lado de Abel e mostra-lhe alguma simpatia. À noite, adivinhem, trabalha num cabaré admiravelmente pulguento onde anjinhos de cachos dourados e bochechas rosadas são interpretados por anões gordinhos. E não, ela não protagonisa um número digno de nota e essa é a nota. A gente imagina que nesses…

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Star Sematary: Elvis, Tupac… E agora Marilyn Holográfica?

By Arte, Só o creme One Comment

O mercado das estrelas holográficas está aquecido. Após Elvis & Céline Dion, Tupac & Snoop Doog Dog, e de rumores acerca de Elvis & Justin Bieber (oi), Michael Jackson, Witney Houston… Agora é a vez de Marilyn Monroe para comemorar os 50 anos da morte da atriz, aos 5/ago/1962. Comemorar morte, sempre achei estranho. Ainda mais com essa onda de hologramas. Porque dá aquela sensação de Pet Sematary. Ah, foi o que senti. Desculpem-me os fãs que amaram, mas tive a sensação de “esse aí não é meu gato”. Mas confesso, é tentador. Então já que vai ser feito de qualquer maneira, nos resta opinar, apostas. E eu, como fã, sei exatamente como deveria ser a coisa toda. Marilyn Holográfica = Um parceiro de peso (pero no mucho) +  um número inesquecível + outra loura, só que morena. [youtube http://www.youtube.com/watch?v=FquD7jkAkDA]Olha só, a primeira coisa é arrumar um ser vivo que nos faça esquecer momentaneamente que o morto passou dessa para uma melhor. Nessa tarefa o Snoop Doog Dog foi um sucesso. Não ofuscou seu “parceiro”. Não ficou olhando pra “aquilo” como se fosse um “aquilo”. Talvez pela distância que ficaram um do outro. Então, nada de olhar diretamente para a projeção, né Céline Dion? Dá a impressão de que você também está maravilhada (ou…

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A história da porta: um mundo vitoriano, por Robert Louis Stevenson

By Cultura & Sociedade No Comments

O mês acabando e eu —ainda— não terminei a leitura de OMEOM. Na verdade, acabo de recomeçar. Provavelmente o que vai acontecer é o seguinte: o assunto vai render até meados do mês de junho, mais precisamente até o dia 13 quando começa a Mostra Ingmar Bergman no CCBB/SP. A idéia é convidar blogueiros para falar aqui no blog sobre seu filme favorito, ou não, do diretor. O convite está feito. Basta enviar sua contribuição por email –> oneirophantaARROBAlivePONTOcom. participe, faça uma blogueira feliz =DDD Agora, voltado à nossa programação habitual. Nuossa, que título homérico. A história da porta é o primeiro capítulo de OMEOM. Ali são definidos os parâmetros de normalidade para toda a narrativa, como as coisas devem ou deveriam ser. Uma delas é a descrição da personalidade de Utterson, advogado, grande amigo de Jekyll Hide. Outro destaque é a apresentação do vinho, de um mundo estritamente masculino e da urbe vitoriana e a influência que o monstro e a especulação financeira exercem sobre ela. Ou seria o contrário? Vejamos. Utterson, uma personalidade vitoriana Antes de mais nada, Stevenson começa pela descrição de uma personalidade tipicamente vitoriana, Gabriel John Utterson. Ele é o guardião do testamento de Henry Jekyll e a ele caberá entregar toda a fortuna do amigo a Edward Hide se o…

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