Back to the road

Deixar essa música naquele tempo em que eu não entendia a letra… E só curtir o barulhinho bom.
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Muitas bandas dos 80 estão voltando para estrada. E nós, orfãos da mtv, podemos até acompanhá-los no VH1 na telinha à gato. Tem uns caras que estão bem, não perderam a voz e honram sua trajetória, como o The Who que dispensa quaisquer a apresentações.

Entretanto, há coisas que é melhor deixar morrer. Temo pelos sujeitos do Level 42. Sei que estão em turnê, com relativo sucesso. Mas prefiro guardar “Something about you” naquele compartimento especial da memória, repartição 1985. Lembrar da paixão da minha vida com a voz de Mark King.

Deixar essa música naquele tempo em que eu não entendia a letra… E só curtir o barulhinho bom.

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Usurpar patrimônio africano não basta, também é necessário embranquecer seus sujeitos. Tanto na série José do Egito (atualmente em reprise pela Record) quanto em Êxodo: Deuses e Reis as personagens são majoritariamente brancas. Os realizadores são incapazes de reconhecer que todo um complexo sistema de crenças, filosofia, arte, arquitetura, astronomia e medicina são coisas de preto. Qualquer movimento diferente disso, mesmo a simples hipótese de que os antigos egípcios era negros, é vandalismo demais para aguentar.

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