Podcast Django Livre para quem gostou e não gostou do filme

0 Shares
0
0
0

As críticas a Django Livre me deixaram dividida. Ver o filme não adiantou grande coisa, ainda não sei dizer se gostei ou não. A única saída foi fazer dois podcasts sobre o que foi legal e o que não foi tão legal assim no filme. Enjoy!

SE VOCÊ GOSTOU

Contrariando um monte de gente, achei que Brumhilda é uma personagem forte por causa do grau zero de aliança com os racistas de Candyland, entre outras coisas. Também achei que Django era um cara calculista que enxergou na carta de alforria o meio mais oportuno de conseguir sua liberdade e o direito de viver seu grande amor.

Também gostei do retrato simples e direto do racismo de mãos limpas e o racismo de mãos sujas, respectivamente praticado pelas mulheres brancas (bem ao estilo brasileiro) e pelo Monsu (sic) Candie, o sujeito com a alma lavada em sangue de escravos. É claro que foi muito legal ver Django atirando em todo mundo, né. Sai com vontade de explodir gente racista, claro.

Então aprecie sem moderação o podcast explicando direitinho porque gostei de Django Livre.

SE VOCÊ NÃO GOSTOU

Muita gente bacana fez observações sobre Django Livre. Adorei a crítica da Lola que considerou o filme como um punhado de dólares furados e da Gizelli que questiona a personagem principal como tutelada por um homem branco. Sem elas, não teria percebido o que eu mais detestei no filme, o fato de o herói terminar o filme com as roupas de seu opressor.

Se você não gostou de nada disso, fique com o podcast onde explico porque Django Livre não entra na minha lista de filmes favoritos.

Isto espera ter sido útil.

Beijo, abraço e aperto de mão.

0 Shares
You May Also Like

Um Egito Negro incomoda muita gente

Usurpar patrimônio africano não basta, também é necessário embranquecer seus sujeitos. Tanto na série José do Egito (atualmente em reprise pela Record) quanto em Êxodo: Deuses e Reis as personagens são majoritariamente brancas. Os realizadores são incapazes de reconhecer que todo um complexo sistema de crenças, filosofia, arte, arquitetura, astronomia e medicina são coisas de preto. Qualquer movimento diferente disso, mesmo a simples hipótese de que os antigos egípcios era negros, é vandalismo demais para aguentar.

Candyman como um pesadelo urbano

O monstro mais assustador do mundo são os seres humanos e tudo o que somos capazes, especialmente quando estamos juntos. Estou trabalhando nessas premissas sobre esses diferentes demônios sociais. Esses monstros inatamente humanos que fazem parte da maneira como pensamos e interagimos. Cada um dos meus filmes será sobre um desses diferentes demônios sociais.

O funk como acontece e como é mostrado na televisão

E se ainda não falei, acho que é a hora - sim, estou falando sobre racismo. O problema do funk é o mesmo do samba e da capoeira em seus primórdios. Para os mais americanizados, o mesmo do jazz e do rock.

Onde estão as bailarinas negras

Bailarinas, ativistas, cientistas, políticas, escritoras, todas precisam não existir para que o futuro de nossas crianças também seja ameaçado. Para que sempre haja um exército de criaturas descartáveis à disposição. Daí a importância de nós negros sejamos mostrados como corpos que dançam apenas uma vez por ano.