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Literatura

Porque (eu vou tentar) ler a Odisseia

By Arte 2 Comments

Tenho a impressão de que todo mundo leu a Odisseia, menos eu. Acabei criando todo um universo mágico em torno dos primeiros clássicos justamente por isso. Sempre tomei por verdade que sua leitura demandaria um conhecimento aprofundado de mitologia grega, logo não seria para o bico de gente como eu que mal e porcamente conhece meia dúzia de nomes de deuses (e nunca sabe se são gregos ou romanos). Mas isso vai mudar agora!

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Leitura atrasada

By Só o creme One Comment

Estava lembrando de como eram os primeiros anos de uma febre chamada blog. Vocês lembram? Eles eram geralmente de cunho pessoal, um espaço para a gente encontrar os amigos virtuais. A gente sabia quem eram, para quem torciam, quais os locais preferidos. As pessoas escreviam qualquer coisa, mesmo aquelas que eram insignificantes ou com menos de 140 caracteres. Aliás, nem havia microblogs, tudo era publicado nas páginas do blogspot, blogger ou wordpress. Esse é um desses posts. Seria bem mais fácil postar essa foto num twitter da vida e simplesmente dizer: veja, essa é minha leitura atrasada. Mas vejam, eu estou meio que saturando de tanta rede social. Então decici falar sobre essa foto aqui mesmo, com um tantinho mais de tempo e sem o compromisso da concisão. Porque né, coisa de louco isso. A obrigação de transmitir a informação sempre de forma linear e fragmentada. Cansa… E eu acredito que esses livros que estão mofando em minha mesa merecem um pouquinho mais de respeito. Afinal, porque estão aqui hein? A reinvenção das cidades. Sánchez,  Fernanda. Existe um assunto que me fascina no Urbanismo, o Planejamento Estratégico e os males que vem causando. Tudo começou com um sujeito que, um belo dia, disse que as cidades…

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Ninguém duvida que o texto de Monteiro Lobato é racista. Mas e o que vem depois?

By Cultura & Sociedade 2 Comments

 Se você acredita que a relação entre Dona Benta e Tia Anástácia não tem nada de urgente, agravante e sério, é porque o Monteiro Lobato conseguiu o que queria. Dia desses fiquei boquiaberta com a coragem que teve Ariano Suassuna ao defender publicamente e em pleno século XXI a Teoria da Criação. Tive de repetir para mim mesma: como assim, ele desacredita na Teoria da Evolução? Me senti uma amoeba sem dente por não ter extrapolado o fato afinal isso faz parte do processo de ler um livro. Se tivesse lido (de verdade) O auto da compadecida, teria encontrado ali um católico ferrenho, fervoroso até. Isso me lembra um senhor maravilha (obrigada Monsieur Briant) que me deu as primeiras pistas sobre o que é a leitura. Aqui em casa frequentemente discutimos sobre o influência que a biografia do autor tem em cada obra, coisa pra lá de evidente em alguns casos como Baudelaire e Poe. Mas que não tem a mesma obviedade quando estudamos um cientista. Veja o caso de Albert Eisntein que provavelmente batia em sua mulher e nos filhos. Ou ainda o excepcional Alan Turing, o cara (gay) que salvou o mundo e se matou antes de ser…

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A felicidade, por Robert Louis Stevenson

By Arte No Comments

Tenho a sorte de conviver com uma pessoa que adora ler e compartilhar suas leituras. Então basta lhe pedir alguma dica e aguardar por uma grata surpresa a cada livro ou autor recomendado. Foi assim que amor dele por literatura fantástica acabou me contagiou. De cara comprei 4 antologias do gênero mas… Não sabia por onde começar. O conselho foi experimentar O demônio da garrafa, minha primeira e uma das mais prediletas leituras de Robert Louis Stevenson. Assim como A pata do macaco, é imprescindível. Mas confesso, é menos assustadora. A felicidade tem prazo de validade A felicidade e a perdição de Jekyll residem na pessoa de Hyde.É uma felicidade triste, um horror sublime de superar a incompletude de ser bom e mau ao mesmo tempo. Mas esse estado, essencialmente contemplativo, tem prazo para acabar. Dura até que Hyde decide cometer algum crime ou até efeito do pó branco se desfaça. Para Markheim, a felicidade também é contemplativa e ganha ares de um tempo em suspensão: desde o momento do assassinato até que chegue alguém no aposento e coloque sua consciência à prova. Sempre em dicotomia, universo stevensoniano de O demônio da garrafa também apresenta duas possibilidades: o intervalo entre comprar e usufruir de seus encantos para então rapida e desesperadamente vender, por um preço…

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